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Outro caminho para o progresso genético!

A atual situação do mercado de touros de pulo está exigindo dos criadores a máxima eficiência reprodutiva de seus animais para garantir, no mínimo, um retorno econômico. Mercado este que vem crescendo e se expandindo por todo o território nacional. É com base nesta exigência que alguns criadores de touros de pulo associados à PBR e ABBI vêm fazendo uso em seus planteis de uma diferente biotecnologia da reprodução: a Inseminação Artificial em Tempo Fixo.

A inseminação artificial em tempo fixo é uma biotecnologia que através da utilização de hormônios induz à sincronização do cio e à ovulação dos animais, dispensando, assim, a necessidade de observação do cio das fêmeas e pré-estabelecendo determinada data para a realização da inseminação artificial.

Inúmeras são as vantagens dessa técnica: dispensa a observação do cio, logo, elimina as falhas de observação do cio, possibilita a inseminação de vacas com cria ao pé, promove inseminação em grande escala em um curto intervalo de tempo, além de antecipar e concentrar os nascimentos em períodos curtos, diminui o intervalo entre partos, aumenta a produção de bezerros, o custo do tratamento é acessível, induz a ciclicidade de vacas em anestro, diminui os custos de aquisição e manutenção de touros, e ainda contribui para o progresso genético do rebanho, entre outras vantagens.

Há alguns fatores que contribuem para o insucesso dos resultados das inseminações artificiais convencionais, tais como: a ineficiência na detecção do cio em decorrência de cios silenciosos ou noturnos e também pelo alto grau de anestro no período pós-parto. Uma alternativa encontrada pelos pecuaristas para superar esses entraves foi a implantação dessa biotecnologia em seus planteis. 

Para poder implantar um protocolo de IATF é necessário cumprir alguns pré-requisitos: as vacas devem estar de 40 a 60 dias pós-parto, estar com bom escore corporal (mínimo de 2,5 numa escala de 1-5) e também estar com um balanço energético positivo, deve-se utilizar sêmens de boa qualidade, ter instalações apropriadas, mão de obra qualificada, supervisão de um veterinário, boas condições sanitárias do rebanho (controle de Brucelose, Leptospirose, etc.), entre outros requisitos.

Há inúmeros protocolos para sincronizar a ovulação com o objetivo de realizar a IATF. No entanto, não é só escolher um protocolo qualquer e pronto, a escolha do protocolo mais apropriado dependerá da avaliação técnica das condições dos animais a serem inseminados. Conforme a avaliação, a sincronização da ovulação poderá ser feita com protocolos que utilizem hormônios como: prostaglandinas, GnRH (Hormônio liberador das gonadotrofinas), prosgeteronas, progestágenos, etc.

            Resumidamente, um dos protocolos seria: no dia 0, introduzir na vagina um dispositivo intravaginal liberador de progesterona, permanecendo no animal entre 7 e 9 dias,  no mesmo dia administrar Benzoato de Estradiol. No dia 8, retirar o dispositivo e administrar Prostagladina. No dia 9, administrar mais uma vez o Benzoato de Estradiol e no dia 10, fazer a inseminação artificial.

 Para se obter sucesso nos programas de IATF, é fundamental que todos os passos que fazem parte do programa, que vão desde os requisitos básicos para se implantar a biotecnologia, o protocolo adequado, mão de obra qualificada e até mesmo sêmens utilizados, devem ser efetuados com cautela e sempre visando o bem estar dos animais.

 Por Patrícia Benassi Fagundes
Supervisionado por Marcos Almeida Prado (Kiko)

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Mortalidade embrionária.

Uma das preocupações dos criadores de touros de pulo filiados a ABBI é com a vida reprodutiva tanto de seus touros quanto das suas fêmeas que futuramente gerarão novos atletas de pulo. Com isso, estes produtores sempre ficam atentos aos cuidados que se deve ter com essas mães, já que um dos grandes vilões responsáveis pela baixa eficiência reprodutiva é a mortalidade embrionária precoce.

Este fenômeno não é considerado o maior obstáculo da indústria pecuária, porém, proporciona um impacto negativo ao produtor, já que dificulta a aplicação das biotecnologias da reprodução assistida, aumenta o intervalo entre partos, entre outros fatores.

 Na espécie bovina, embrião é um termo designado para o concepto de até 45 dias de gestação e feto é o termo para o concepto com mais de 45 dias de gestação.

A maioria dos estudos demonstra que a mortalidade embrionária ocorre nos primeiros dias após a fertilização (união do espermatozóide com o óvulo feminino) ou durante o período de implantação do embrião no útero, nunca ultrapassando, assim, os 45 dias de gestação, isto no caso da perda embrionária, ao contrário da perda fetal que ocorre após o 45º dia de gestação.

Vários fatores podem levar a mortalidade embrionária, desde causas  infecciosas (doenças como a Brucelose) e não infecciosas, mas 70% dos casos de perdas embrionárias são oriundas de causas não infecciosas e estas, por sua vez, são multifatoriais, o que acaba dificultando muito o diagnóstico. Dentre as causas não infecciosas podemos citar: alterações cromossômicas, deficiências nutricionais e estresse térmico.

 Em certos casos podemos evitar que ocorra essa fatalidade. Em relação à nutrição animal, por exemplo, a fêmea não deve em momento algum de sua vida passar por desordens nutricionais, como uma desnutrição, deficiência severa de algumas vitaminas e nutrientes, pois isso poderá influenciar na produção do gameta feminino (óvulo) e também futuramente no desenvolvimento de seu embrião. Se a fêmea passar por problemas nutricionais antes da prenhez, ela poderá produzir óvulos de baixa qualidade, ter um desarranjo hormonal ou até mesmo ter um desequilíbrio do crescimento embrionário e do reconhecimento materno da gestação e com isso, provavelmente, esta fêmea não terá condições fisiológicas de manter a prenhez. Resumidamente, a fêmea deve estar sempre em boas condições corporais, porém não obesa, para se ter uma boa vida reprodutiva.

            A técnica de ultrassonografia é uma forma de diagnosticar: perdas embrionárias no período entre 25 e 45 dias de gestação e perdas fetais a partir de 45 dias de gestação. A ultrassonografia também avalia gestações de risco, diagnostica precocemente a gestação a partir do 25º dia (antes desse período pode ocorrer à morte embrionária devido a manipulação humana), além de possibilitar a sexagem fetal aos 60 dias de gestação.

O uso adequado das biotecnologias da reprodução assistida, dos programas de controle sanitário, fornecimento de uma nutrição balanceada, a garantia do bem estar animal e o acompanhamento da gestação das fêmeas através da técnica de ultrassonografia são condições essenciais que os criadores de touros de pulos filiados a ABBI estão tomando para obter elevados índices de eficiência reprodutiva e, consequentemente, obter sucesso nos programas reprodutivos.

 Por Patrícia Benassi Fagundes
Supervisionado por Marcos Almeida Prado (Kiko)

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Praieiro em tratamento.

Há aproximadamente um mês, o touro Praieiro da Companhia 3B está sob tratamento no Hospital Veterinário “Dr. Halim Atique” do Centro Universitário de Rio Preto.

Praieiro foi encaminhado ao hospital para coletar sêmen e ser examinado, afinal, apresentava uma claudicação no membro torácico esquerdo. Foram feitos exames físico e radiográfico, foi constatada uma alteração denominada sola dupla e uma infecção ascendente da linha branca, ambas consideradas afecções podais.

As afecções podais são de origem multifatorial, com ocorrência, na maioria das vezes, relacionada a inúmeros fatores ao mesmo tempo, sendo que, as causas básicas são: problemas relacionados à nutrição; causas infecciosas provocadas por bactérias e outros microorganismos e problemas relacionados com excesso de umidade e abrasão do ambiente.

A doença da linha branca se caracteriza pela separação da sola e a muralha (parede da borda da sola), devido ao amolecimento da linha branca. Esta ruptura acaba se tornando uma porta de entrada para corpos estranhos e infecções bacterianas, consequentemente levando a formação de abscessos subsolares e nos casos mais graves abscessos articulares. A sola dupla, geralmente, ocorre quando já existem lesões no casco ou quando o animal é submetido a uma alimentação de alta qualidade após um longo período de restrição de concentrado.

O tratamento do touro Praieiro baseou-se no debridamento do tecido desvitalizado, para promover a limpeza da ferida e deixar o local em condições adequadas para uma boa cicatrização, além de reduzir o conteúdo bacteriano.  Para retirar a secreção presente na ferida, foi necessário fazer uma drenagem, em seguida foi feito um curativo onde administraram o ácido de rícino, que tem ação bactericida.

Para proteger a região afetada e evitar que qualquer sujidade entrasse na ferida, o curativo foi fechado completamente, formando-se assim uma “bota” de proteção impermeável. Além de receber uma suplementação de Biotina, vitamina que estimula o crescimento e melhora a qualidade dos cascos, também foi necessário realizar a antibioticoterapia sistêmica, com a Tilosina, que é um antibiótico de amplo espectro muito utilizado nas infecções podais.

Provavelmente, Praierio receberá alta em breve, já que está respondendo satisfatoriamente ao tratamento e com certeza retornará a brilhar nas arenas da PBR.

Por Patrícia Benassi Fagundes
Supervisionado por Marcos Almeida Prado (Kiko)

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Avaliação do sêmen.

Atualmente, com diversas biotecnologias da reprodução assistida disponíveis no mercado, ficou cada vez mais “trabalhoso” se obter bons resultados, pois há vários itens que fazem parte dessas técnicas que devem ser bem trabalhados para obter-se bons resultados e lucratividade. Qualquer falha em um dos itens, como não detecção do cio no momento certo, avaliação incorreta de uma doadora, entre outros itens, pode levar ao produtor prejuízos. Portanto, para se ter sucesso na implantação das biotecnologias, não se deve apenas avaliar a fêmea em questão, é extremamente importante e fundamental a avaliação dos reprodutores tanto na questão física do animal quanto na questão da fertilidade de seu sêmen.  

 Todos os animais utilizados como reprodutores, obrigatoriamente, devem passar por exame sanitário e exame andrológico. Este exame inclui a avaliação clínica do animal, observando-se desde o histórico da vida reprodutiva até a avaliação do seu estado geral, na qual se examina o sistema locomotor, os órgãos genitais internos e externos, os aspectos físicos e morfológicos do sêmen e também o comportamento sexual do animal. 

 No laboratório, o sêmen será avaliado através do espermograma que avaliará o ejaculado quanto ao volume, aspecto e cor. Em seguida são avaliados alguns parâmetros para se estimar a qualidade potencial de uma partida de sêmen, neste caso avalia-se: o turbilhonamento, que é a movimentação em massa dessas células; a motilidade que é a observação de quantos espermatozóides estão vivos e mortos; o vigor que analisa a velocidade dessas células e a concentração espermática. Por último, é feita a avaliação morfologia dos espermatozóides, na qual serão observados os defeitos destas células.

O resultado do exame andrológico pode classificar o animal como: apto a reprodução; questionável, devendo aguardar novos exames; e inapto ou insatisfatório para a reprodução. De certa forma, o andrológico automaticamente proporciona o melhoramento genético destes animais, já que os reprodutores inaptos são descartados da reprodução.

Grande parte dos criadores de touros de pulo associados à PBR possuem doses de sêmens de touros renomados armazenadas em bancos de sêmen para uso próprio ou para a comercialização. Muitos deles armazenam essas doses no banco de sêmen do Hospital Veterinário “Dr. Halim Atique” do Centro Universitário de Rio Preto. O valor de uma dose de sêmen varia de touro para touro. Para armazenar as doses de sêmen no hospital o criador terá que arcar com alguns custos operacionais do hospital e taxas de manutenção das doses.

Com o avanço da tecnologia, atualmente, não é impossível de se obter uma dose de sêmen de um touro de pulo renomado. É fundamental que o criador conheça a procedência do touro antes de comprar a dose de sêmen deste animal, ou compre a dose de centrais idôneas e o mais importante, que antes de iniciar a estação de monta ou aplicação das biotecnologias em seu plantel, o touro reprodutor deverá passar pelo exame andrológico completo que deve ser realizado por profissionais capacitados.

Por Patrícia Benassi Fagundes
Supervisionado por Marcos Almeida Prado (Kiko)

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Produção in vitro de Embriões (PIV).

Nos últimos tempos a indústria da biotecnologia da reprodução animal vem sofrendo importantes mudanças com a chegada da produção in vitro de embriões. A técnica permitiu a obtenção de um grande avanço genético através da rapidez da produção de descendentes, aumentou o potencial de fêmeas de alto valor genético, diminuiu o intervalo entre gerações e permitiu a produção de embriões de doadoras portadoras de infertilidade, além de ser uma ferramenta de suporte para outras biotécnicas da reprodução como a clonagem. 

A PIV é utilizada em diversos países, porém é no Brasil que se encontra um grande número de embriões bovinos gerados a partir deste método.

Esta técnica consiste na produção de embriões por métodos laboratoriais que mimetizam todas as condições fisiológicas da vaca durante a ovulação, fecundação e o desenvolvimento embrionário.

A técnica se inicia com a aspiração dos ovários da doadora através do aparelho de ultrasonografia que coletará os oócitos contidos dentro do folículo ovariano. Em um ambiente laboratorial, esses oócitos passam por um processo de maturação in vitro (MIV), depois os espermatozóides sofrem uma capacitação in vitro antes da fecundação, em seguida ocorre a fertilização in vitro (FIV), ou seja, a união do gameta masculino (espermatozóide) com o gameta feminino (óvulo), feito isso a próxima etapa é a do cultivo in vitro (CIV), cujo ambiente (temperatura, umidade e quantidade de CO2) é extremamente controlado. O resultado final é a produção de vários embriões que posteriormente serão selecionados e transferidos do ambiente laboratorial para o ambiente uterino de uma receptora previamente sincronizada.

Os resultados desta biotecnologia têm demonstrado que uma vaca doadora tem a possibilidade de gerar cerca de 30 a 36 bezerros por ano, ao contrário de outros métodos que permite à fêmea, apenas, a produção de um bezerro por ano como é no caso da inseminação artificial e da monta natural. Esta possibilidade de gerar um número bem maior de descendente é uma das vantagens que está atraindo cada vez mais os produtores a implantarem este método em seu plantel.

A PIV de embriões oferece inúmeras vantagens, tais como: obtenção de embriões viáveis a partir de fêmeas inaptas a produzirem descendentes pelas técnicas convencionais ou por apresentarem infertilidade devido a distúrbios no sistema reprodutivo da doadora; recuperação de oócitos imaturos de fêmeas de diferentes idades: pré-púberes (antes da maturação sexual), púberes, adultas, velhas, gestantes até o 3º ou 4º mês de gestação e no período pós-parto.

Em casos de morte súbita ou sacrifico às fêmeas que possuem um alto valor genético podem ter seus oócitos recuperados, nestes casos os ovários são retirados imediatamente após a morte da fêmea e enviados ao laboratório para tentar recuperar os oócitos para a produção dos embriões. A técnica também permite a utilização de uma única dose de sêmen para várias doadoras e não se utiliza hormônios para a recuperação dos oócitos.

 Há algum tempo os tropeiros associados da PBR estão investindo pesado no melhorando genético de seus touros e de seus descendentes. Exemplo concreto deste investimento é o tropeiro e sócio da empresa de genética da ABBI Brasil, Paulo Emílio. Certamente, Paulo é um dos adeptos a essa biotecnologia da reprodução. Bandida, filha do touro Bandido, é uma das doadoras de seu plantel que está produzindo embriões através FIV. Atualmente, já foram produzidos vários embriões da Bandida com os touros: Estradeiro, Europeu, Dilúvio, Mutante, Aspirante, Axor e Big Brother. A tendência é aumentar cada vez mais a aplicação das biotecnologias da reprodução nos animais de pulos, já que desta forma os tropeiros irão obter produtos de altíssimo valor genético e com uma excelente aptidão para exercer suas funções nas arenas da PBR.

Por Patrícia Benassi Fagundes
Supervisionado por Marcos Almeida Prado (Kiko)

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Genotipagem Animal

Podemos dizer que uma das maiores revoluções da tecnologia, até agora implantada no mercado, é a técnica da Genotipagem de DNA. Mais uma vez, os criadores associados à PBR irão utilizar em seu plantel uma biotecnologia que lhes servirão de ferramenta para a produção de touros cada vez melhores, de alto valor genético e, consequentemente, obter sucesso na sua produção.

Com a chegada da ABBI (American Bucking Bull Inc.) ao Brasil, todos os touros que fizerem parte desta empresa de genética deverão ter sua “identidade” comprovada, com isso a genotipagem de DNA se tornará um recurso para a comprovação do perfil genético do animal, além disso, evitará fraudes sobre a ancestralidade desses animais.

            A genotipagem de DNA é uma técnica extremamente moderna que caracteriza individualmente o animal, como se fosse um RG do animal. Ela se baseia na identificação de um conjunto de marcadores genéticos hipervariáveis de DNA denominados “microssatélites”, recomendados pela Sociedade Internacional de Genética Animal (ISAG). Após a identificação, os marcadores são analisados em sequenciadores automáticos de DNA, determinando assim o perfil genético do indivíduo. Este perfil poderá ser utilizado para identificação do animal, estabelecer um vínculo de parentesco e também para a verificação da sua ancestralidade.

 Com esta técnica é possível se ter uma estimativa do valor genético dos animais submetidos a programas de melhoramento, a estimativa da distância genética entre animais para planejamentos de cruzamento e a verificação de paternidade e maternidade para registro genealógico de animais. Uma das  maiores vantagens é que o exame de DNA pode ser realizado com qualquer tipo de amostra biológica, como: amostras de sangue, sêmen, pelos e outros tecidos, inclusive ossos. Além disso, permiti que, até mesmo, os animais mortos possam ser testados.

O Brasil ainda utiliza outro método para as análises de vínculos genéticos, a Tipificação Sanguínea. Porém, essa técnica possui mais desvantagens quando comparada com a genotipagem, pois para se realizar a tipificação utiliza-se somente sangue colhido a fresco e em seguida deverá ser obrigatoriamente refrigerado, ao contrário da genotipagem que se utiliza de qualquer amostra biológica. Além disso, a precisão estatística da tipificação sanguínea é bem inferior a genotipagem de DNA que é cerca de 99,99%. 

Com a eficiência da seleção de caracteres qualitativos através desses marcadores de DNA, a genotipagem está se tornando uma ferramenta indispensável para o melhoramento genético dos animais.

Em alguns países desenvolvidos, como a Austrália e os Estados Unidos, a genotipagem é obrigatória. Com isso o comércio internacional de animais já está exigindo a genotipagem de DNA para a comprovação da origem e identificação dos animais. Provavelmente nos próximos anos, a legislação internacional poderá exigir dos produtores esta técnica tanto para o comércio de importações e exportações de animais, de sêmens dos touros e dos produtos de origem animal.

Por Patrícia Benassi

Supervisionado por Marcos Almeida Prado (Kiko)

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