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O ano das feras

Touros levam a melhor e faturam Duelo Brahma 2011; temporada 2012 traz novidade para o circuito

Ao longo da temporada 2011, foram realizados 32 Duelos Brahma no campeonato Brahma Super Bull PBR. O competidor que obtivesse a maior nota do primeiro dia até a noite do duelo teria o direito de enfrentar um touro pré-escolhido. Se o competidor parasse os oito segundos em cima do animal, faturaria a premiação. Caso isso não acontecesse, o prêmio ficaria acumulado para o próximo desafio com o mesmo touro.

Este ano, 22 competidores e seis touros diferentes participaram do duelo. A maior parte dessas batalhas foi vencida por atletas de peso: touros de quase uma tonelada. Dos 32 duelos, 29 ficaram para os “pesadões” e apenas três para os competidores.

Dados do Departamento de Competição da PBR indicam que seis competidores montaram em dois duelos e outros dois em três desafios. Davi Henrique e Francis Dezembro foram os atletas que mais participaram dos duelos nesta temporada. Davi montou nos dois pegas da final em Cajamar (SP).

Entre os touros, o que mais participou dos duelos foi Agressivo, da Cia Paulo Emílio. Ao todo, o animal esteve em 11 combates. Pelo segundo ano consecutivo, Agressivo saiu invicto do campeonato. O segundo animal a participar mais vezes foi Ciclone, da Gold Company-Terra Alegre, com dez disputas, perdendo a invencibilidade no último duelo.

Em terceiro lugar ficou o touro Masquerano, da Cia Junior Zamperlini, invicto com oito duelos conquistados. Os touros Arco Íris, da Gold Company-Terra Alegre; Xavante, da Cia Máximo; e Prato do Dia, da Cia Marcelo Castro, participaram uma vez do Duelo Brahma. Os dois primeiros foram derrotados no início do duelo.

Premiação

Na temporada 2011, foram distribuídos R$ 152 mil em premiações, sendo R$ 110 mil para os competidores e R$ 42 mil para os touros.

Temporada 2012

Neste ano, o Duelo Brahma surpreende novamente e traz mais uma novidade. O touro que chegar invicto à final do Campeonato Brahma Super Bull PBR vai acumular a premiação para a próxima temporada. Isto significa que a premiação em dinheiro não será mais distribuída entre os 40 finalistas.

Será que teremos mais campeões dos Duelos Brahma na próxima temporada ou será mais um ano das feras?

Por Patrícia Fagundes

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Britânico, o melhor touro do Brasil

Animal da Cia Paulo Emílio recebeu o título na final do Brahma Super Bull PBR

O touro Britânico, da Cia Paulo Emílio, foi o vencedor do Brahma Super Bull PBR. O animal venceu três etapas do campeonato, composto por 37 eventos, foi considerado o melhor do ano e também o melhor touro da etapa de Cajamar (SP). Nas últimas apresentações o animal fez 93 pontos, dos quais 47 foram marcados na primeira montaria e 46 na grande final.

Outros dois destaques da Cia Paulo Emílio durante o maior campeonato de montaria em touros do país foram os animais Agressivo (2º colocado) e Insano (3º lugar). Em quarto lugar, com 90,50 pontos, ficou o touro Dalit, da Cia Scatolin, e na quinta colocação o touro Pesadelo, da Cia 3B, com 89,75 pontos.

“Nossa companhia mais uma vez se destacou neste campeonato, referência no mundo do esporte. Isso prova que nosso trabalho árduo gera bons frutos. Esperamos continuar em 2012 com essa força e cada vez mais oferecer bons touros para promover o esporte”, explica Paulo Emílio.

A Cia Paulo Emílio já ganhou ao todo 52 fivelas de campeão em etapas da PBR. No ano passado, o empresário, que promove o Rio Preto Rodeo Country Bulls, conseguiu um feito inédito: conquistou quatro prêmios durante a final: melhor touro da etapa e do ano, conquistado pela fera Agressivo; e melhor boiada da etapa e do ano.

“A Cia Paulo Emílio é referência no fornecimento de touros para nossos eventos. Sem dúvida está sempre entre as melhores pelo empenho e cuidado que o tropeiro tem com seus animais”, afirma Flávio Junqueira, presidente da PBR Brasil.

Disputa

Estavam na disputa pelo título de melhor touro do ano 24 animais, todos ganharam pelo menos uma fivela de campeão em alguma etapa do circuito da PBR.

Os touros são escolhidos pelos atletas que compõem o Top 40 da PBR. Os competidores elegem cinco animais para concorrer ao prêmio de melhor touro do campeonato. Aquele que conseguir a melhor soma de notas entre os cinco touros, será o vencedor. Em caso de empate, leva o título o touro que tiver o maior número de fivelas. Caso permaneça empatado, os juízes da PBR definem o vencedor.

Os cinco touros escolhidos pelos competidores foram Pesadelo, Insano, Agressivo, Britânico e Dalit, mas para faturar o prêmio é necessário mandar bem na arena e marcar mais pontos, foi o que aconteceu com Britânico.

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Os melhores touros de pulo do Brasil

Touros de 2 a 4 anos disputam para definir qual é o melhor animal de pulo do país

Neste sábado, dia 3 de dezembro, será realizada a final do único torneio que classifica os touros de pulo do Brasil. O registro desses animais é feito pela ABBI (American Bucking Bull Inc), empresa com sede nos Estados Unidos e que possui sua filial em São José do Rio Preto (SP). O evento será realizado no Leilões Anísio Hadad, na BR 153, à partir das 14 horas.
Participam da final do campeonato os 20 melhores touros que disputaram 12 etapas durante o ano. Os animais são divididos em duas categorias: touros com idade entre dois e três anos (Futurity) e touros com até quatro anos (Classic).
O criador de touros, Juliano Pastorelli, da Cia JT, de Potirendaba, tem 10 animais inscritos na ABBI, um de seus animais, ‘Cadeado’ é o líder do ranking nacional do campeonato na categoria Classic. De acordo com ele, com a inscrição na ABBI e com a realização do campeonato seus animais estão muito mais valorizados e ele pode investir tanto na genética como colocá-los para competir.
“Atualmente sou dono do melhor tourinho de pulo do Brasil, ou seja, os criadores do país inteiro querem a genética do meu animal para fazer cruzamentos e com isso gerar touros tão bons quanto, ou melhores que ele. Além disso, diversas companhias de rodeio já estão fazendo ofertas para que eu venda o touro, mesmo antes do resultado final do evento. Se eles pagarem o que eu quero, eu vendo”, explica o criador, que também é veterinário e há cerca de 3 anos investe neste ramo.
De acordo com a gerente administrativa da ABBI, Fernanda Albanez, um animal comum sem o certificado da ABBI custa em média R $ 15 mil. “O simples fato de registrar os touros na ABBI, sem que participe do campeonato, já os valoriza em cerca de 20%. Caso o touro participe das etapas e fique bem classificado, os mesmos podem ser comercializados por até R$ 50 mil. Ou seja, mais do que o triplo do valor de compra”.
O criador Ricardo Gattaz, da cia que leva seu nome também é membro criador da ABBI há um ano. O tropeiro que cria touros de pulo há cerca de seis anos decidiu registrar seus animais para que eles possam ter maior visibilidade e valorização na hora da comercialização.
“Na hora de vender, tanto a genética do animal como o touro em si os criadores querem saber de onde veio esse animal, de quem ele é filho e etc, e quando o touro é certificado pela ABBI os criadores sabem que a fera tem procedência e pagam mais”, explica Gattaz.
Ricardo Gattaz é dono do touro Ousado, primeiro colocado na categoria Futurity da ABBI. “Por enquanto não pretendo vendê-lo, vamos comercializar doses de sêmen deste animal e depois, quando ele atingir a idade adulta, vou colocá-lo para pular na PBR. Desta forma o animal ganha ainda mais valor de mercado”, afirma o empresário rural que mantém uma fazenda com cerca de 50 touros em Ilha Solteira (SP).
Só disputam este campeonato os animais inscritos na ABBI. A inscrição é feita após o preenchimento de uma ficha bastante completa com informações importantes sobre os touros, como a árvore genealógica do animal: idade, peso e herança genética.
“Essa inscrição é feita para que no futuro possamos ter em nossos registros informações importantes sobre a genética dos melhores animais de pulo e formarmos uma raça específica para animais-atletas. A intenção da ABBI é reunir informação genética e criar a raça ideal para as competições de montaria em touros”, explica Adriano Moraes, presidente da ABBI.
Com a realização do campeonato os animais são avaliados em todos os aspectos, os juízes analisam cinco quesitos: altura do pulo, giro, coice, intensidade e o grau de dificuldade dos pulos. Os juízes concedem as notas e é montado um ranking com os melhores tourinhos do campeonato.
“Os vencedores certamente serão mais valorizados e conseguirão uma boa classificação para competirem nas provas do maior campeonato do país de montaria em touros, o Brahma Super Bull PBR”, explica Moraes.

Em um ano, 12 etapas
Criada em 2010, a ABBI realizou no ano passado três eventos. Neste ano, foram realizadas 12 etapas das duas categorias. “Isso mostra que os tropeiros estão cada vez mais interessados em registrar seus animais e agregar valor a eles, já que um touro certificado pela empresa é mais valorizado na hora da venda”, explica Fernanda Albanez, gerente administrativa da ABBI.
Para Paulo Emílio Marques, diretor da ABBI, a vinda da empresa para o Brasil tornou a seleção e qualificação dos futuros touros de pulo mais fáceis de serem realizadas. “Um criador vende melhor seu animal e compra um touro com garantia, por ter a genética certificada e seu desempenho testado nos eventos da ABBI”, afirma.
Os touros Ousado, da Cia Gattaz, de Rio Preto e Cadeado, da Cia JT, de Potirendaba, são os líderes do ranking. Ousado, que disputa na categoria Futurity, está com 546 pontos. Já o touro Cadeado, que compete na categoria Classic, somou 695, 75 pontos até o momento.
“Agora os animais estão se preparando para a final do campeonato que será realizada em São José do Rio Preto, entre os dias 3 e 4 de dezembro. Ainda não há definição, pois durante a final os bônus são multiplicados por dois, então, os cinco primeiros do ranking têm condições de ultrapassar os líderes”, explica Albanez.

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Enéias Barbosa vence a etapa de Cajamar

Os campeões Edevado Ferreira e Enéias Barbosa durante coletiva de imprensa

O competidor Enéias Barbosa, natural de Sales (SP), venceu a etapa final da PBR Brasil realizada em Cajamar (SP) neste fim de semana. O atleta conquistou o título ao parar em todos os animais que montou e marcar 439,75 pontos. Com esse resultado, o competidor terminou o campeonato em terceiro lugar, com 10.386,20 pontos. Aos 22 anos, Enéias conseguiu garantir o acesso ao campeonato mundial da PBR, o Build Ford Tough Series.

Na última montaria o atleta desafiou o touro Pesadelo, da Cia 3B, e marcou 90,75 pontos. Em segundo lugar na disputa pelo título da etapa ficou o Campeão Mundial da PBR, Silvano Alves. O atleta também parou em todos os touros que montou e somou 421,25 pontos. Na última montaria da noite Alves desafiou a fera Mistério, da Cia Junior Zamperlini, e conseguiu 86,75 pontos. O atleta terminou o campeonato em 23º lugar, com 4.679 pontos.

O terceiro colocado da etapa de Cajamar foi Lindomar Lino. O goiano conseguiu permanecer oito segundos no lombo de todos os animais que montou e marcou 347 pontos no total. Natural de Anápolis (GO), o atleta terminou o campeonato em 24º lugar e 4.478,70 pontos.

Também se classificaram para a final os atletas Fabiano Vieira, quarto lugar. Davi Henrique ficou com o quinto lugar e maior nota da etapa, 91 pontos, após montar no touro Dalit, da Cia Scatolin. Robson Guedes conquistou a sexta colocação; Edevaldo Ferreira, o campeão nacional, terminou a etapa em sétimo lugar. O campeão nacional de 2010, Elton Cide foi o oitavo colocado na etapa final.

Rookie Of The Year

O segundo título mais importante do campeonato brasileiro da PBR, o Rookie OF The Year 2011 (atleta revelação), foi conquistado pelo competidor Luis Carlos Ferreira, mais conhecido como Luisinho. A fivela é conferida ao atleta estreante na PBR que garantir o maior prêmio em dinheiro até a final. Natural de Paranaíba (MS), o estreante conseguiu arrecadar R$ 26.884,40 e terminou o BSBPBR em 28º lugar.

Com 23 anos, o sul-mato-grossense sonha alto e já pensa em vencer no ano que vem o campeonato nacional e em 2013 levar o prêmio de US$ 1 milhão pago ao vencedor do maior campeonato mundial de montaria em touros, o Build Ford Tough Series.

Melhor touro

A Cia Paulo Emílio de Rodeio faturou  o prêmio de melhor boiada da etapa. Três feras do tropeiro ficaram nas primeiras colocações: Britânico levou o prêmio de touro do ano, Agressivo ficou em segundo lugar e Insano foi o terceiro colocado. Na quarta posição ficou o touro  Dalit da Cia Scatolin e na quinta posição o touro Pesadelo da Cia 3B.

*Atualizado dia 29/11  às 11h58

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Brasileiros são destaques no Wall Street Journal

O maior jornal do mundo, destacou a superioridade brasileira nos Estados Unidos, confira a íntegra da matéria traduzida.

Nos EUA ninguém segura os peões brasileiros

Os americanos têm um mistério competitivo a resolver: como os brasileiros
conseguem ficar tanto tempo em cima de um touro de pulo?

Os quatro primeiros colocados no torneio profissional de Montaria em Touro dos EUA, o “Professional Bull Riders Tour”, são todos brasileiros. E entre os primeiros 40 peões existem mais 6 brasileiros, incluindo o campeão mundial do ano passado, Renato Nunes — mais que o triplo de brasileiros do que há dez anos entre os 40 primeiros.

O Brasil vem produzindo fortes competidores desde quando o torneio surgiu, há quase 20 anos. Mas, até esta temporada, seus peões nunca tinham sido tão dominantes. Os brasileiros venceram 15 dos 23 eventos até o momento. Suas proezas vêm fazendo com que outros competidores reavaliem suas técnicas, se esforcem para aprender português e até tirem férias no Brasil na esperança de conseguir descobrir um pouco dos segredos do sucesso dos brasileiros.

“O segredo deles é que conseguem ficar montados bem mais do que nós — até aí eu sei —, mas não tenho ideia de como eles fazem isso”, disse Sean Willingham, um caubói americano de 30 anos, 20o colocado no torneio. Ele passou o período entre competições, durante os últimos meses, participando de pequenos eventos brasileiros. Quando conseguiu superar o choque cultural — competições que começam à 1 da madrugada, touros de dois metros e hambúrgueres que vêm com ovo frito, presunto e bacon —, ele passou as estudar os peões locais e acabou ficando mais confuso ainda.

“Eles montam do jeito contrário ao que eu aprendi — eles sentam no boi e tentam ganhar na força. Eu aprendi a levantar a bunda. É tudo ao contrário,” disse ele.

O peão australiano Ben Jones, de 32 anos, também não consegue entender—e ele até mesmo já tentou usar a corda especial que os brasileiros preferem. “Eu presto muita atenção neles, com toda certeza. Estou cansado de ser derrotado por eles, disse o caubói que é o número 14 no ranking. “Muita gente fica irritada com eles por estarem vencendo tudo.”

Os eventos de montaria, que atraem até 46 mil fãs por dia, acontecem pelos Estados Unidos inteiro quase que um final de semana sim, outro não, de janeiro a outubro. São rodeios como os demais: os atletas precisam ficar sobre touros por um mínimo de oito segundos e são julgados por seu poder de controle, ritmo e equilíbrio.

A performance do touro também é julgada: os peões recebem mais pontos se a montaria dificulta a vida deles.

Mas a vantagem dos brasileiros nos torneios não é exatamente um mistério sendo o Brasil um país rico em gado e os rodeios tão populares nas vastas planícies do sul do país. Mas os resultados deste ano irritaram bastante alguns fãs.

“Eu estou meio chateado com tudo isso”, disse Joe Gregg, um especialista em computação de 60 anos de Fargo, no Estado de Dakota do Norte. Ele disse ainda que achou algumas apresentações de brasileiros fabulosas mas preferiria que eles tivessem o seu próprio campeonato. “Não há nada mais americano do que um caubói e aí, de repente, vêm esses brasileiros e ganham tudo”, disse ele.

Este ano, Catherine Goldhammer, que escreve um blog sobre montaria em touro, disse que ficou cansada de ouvir os locutores de eventos usando a expressão “domínio brasileiro”, um termo, segundo ela, mais polarizador do que o necessário.

“Gostaria de lembrar ao nossos queridos locutores que isto aqui não é a Olimpíada”.

Ela sugeriu em seu blog alguns fatores que podem estar dando aos brasileiros alguma vantagem, além da nacionalidade. “Os peões brasileiros parecem ter braços mais fortes, mas talvez isto seja apenas uma impressão pois eles gostam de enrolar as mangas da camisa e mostrar os bíceps. Fico pensando se há algum segredo em enrolar a manga — isso apoia o bíceps e o torna realmente mais forte?”, ironizou a blogueira.

“O segredo é a dedicação”, disse o competidor americano Dustin Elliott, atualmente o número 11 no ranking mundial. Ele pediu aos seus colegas brasileiros para ensiná-lo português mas até agora só conseguiu aprender palavrões. “Nós somos americanos, somos preguiçosos, ponto final — estamos dormindo no ponto. Eu detesto ir malhar na academia, é muito chato.”

Há diferenças técnicas. Durante as últimas duas décadas os brasileiros têm usado um tipo diferente de corda para conseguir se manter em cima do animal e sob controle, uma moda iniciada pelo peão mais premiado do Brasil, Adriano Moraes.

Este ano, o 14o no ranking, Luke Snyder, do Estado de Missouri, resolveu trocar para a corda brasileira. “Ela realmente ajuda com bois que escapam da sua mão”. Sobre os peões brasileiros, disse ele, “a culpa é nossa se a gente não consegue ganhar deles”

Mas outros peões que experimentaram a corda brasileira, inclusive Jones, o australiano, acabaram voltando atrás. “Cachorro velho não aprende truque novo”, disse ele.

Outra possível vantagem atribuída aos peões brasileiros seria eles terem crescido rodeados de bois de tamanho maior, criados para o corte e não para rodeio.

“Lá os bois são um pouco maiores. Eles têm um cupim maior e pulam alto mesmo, então eles precisam se preparar muito bem para montar esses bois e por isso se mantêm em boa forma”, disse Jim Haworth, o diretor-presidente do PBR Tour.

Já o competidor brasileiro Robson Palermo diz que isso é na verdade uma desvantagem: ele acha que é mais fácil montar bois maiores pois eles se movem mais lentamente. “Os caras montam superbem no Brasil e aí quando chegam aqui eles acabam levando tombo dos bois.” Palermo, terceiro no ranking, diz que os brasileiros acabam se dando bem pois se apóiam uns nos outros e têm menos distrações nos Estados Unidos.

A blogueira Goldhammer destaca que Moraes, que se aposentou dois anos atrás, ainda atua como treinador para muitos peões brasileiros. “Não é nada mal ter um tricampeão mundial por perto dando conselhos.”

Moraes recebeu o seu primeiro título de campeão mundial em 1994, tornou-se o primeiro a receber dois títulos em 2001 e serviu de inspiração a centenas de brasileiros que seguiram seus passos, abocanhando US$ 3,5 milhões no total de sua carreira.

“Eles viram que havia dinheiro aqui”, diz Moraes. Ele diz que não há peões ricos no Brasil porque “eu não acho que pais ricos deixariam seus filhos subirem nos bois; uma família rica vai expor seus filhos a outro tipo de esporte, como o golfe”.

Quaisquer que sejam os segredos dos brasileiros, provavelmente não têm nada a ver com as razões pelas quais eles tiveram sucesso no futebol. Segurar num boi que pula com toda a sua energia não permite o mesmo espaço para criatividade e estilo.

“Eu não acho que fazemos mais bonito. Não dá para chamar tanta atenção como no futebol”, disse Moraes. “Bem que eu queria.”

Matéria na íntegra: http://online.wsj.com/article/SB10001424052970204612504576607383932390882.html

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Saruê, o touro de pulo mais caro do Brasil

Animal premiado foi vendido por R$ 150 mil

O touro de pulo mais caro do país tem nome e novo dono. Saruê, um dos mais temidos entre os atletas que disputam o maior campeonato de montaria em touros do país, o Brahma Super Bull PBR, foi vendido na última semana por R$ 150 mil para a Cia Livramento. O valor é o maior pago até hoje por um animal de pulo. Os touros que participam dos rounds iniciais do campeonato PBR são comercializados em média por R$ 15 mil, os animais que competem nas finais podem chegar a R$ 70 mil.

Saruê, que fazia parte do plantel do criador Junior Zamperlini, é um dos animais mais premiados da PBR Brasil (Professional Bull Riders). O título mais recente – melhor touro da etapa – foi conquistado em Rio Verde (GO). O animal também levou a fivela de melhor touro em Paranaíba (SP) em 2010. A máquina de pulos tem um currículo incrível: participou do Brahma Super Bull PBR 21 vezes e por 16 vezes suas notas individuais foram acima dos 45 pontos. Além disso, derruba 62% dos competidores que o desafiam, de acordo com dados da PBR.

O animal foi comprado pelo criador Junior Zamperlini em 2009, por R$ 60 mil, com apenas 3 anos de idade. Agora, dois anos depois, Saruê foi valorizado em 150%. “A nota de uma montaria é composta por dois resultados, 50 pontos para o touro e 50 pontos para o competidor. Um touro que costuma dar notas acima dos 45 é um animal excelente”, explica o diretor de eventos da PBR, Emerson de Souza (Turú).

Júnior Zamperlini possui cerca de 40 animais em seu plantel e é famoso por revelar talentos como as feras Mistério, João de Barro, Masquerano e AR-15. “Acredito que minha obrigação é revelar estrelas. Quando comprei Saruê ano passado ninguém o conhecia. Hoje ele é um dos melhores do Brasil”.

Com a venda do animal o criador já adquiriu outros sete touros: Cheff-Tam do criador Rogério Paitl, Blindado do criador Fábio Macarroni e Kabu, Fogo Cruzado, Letreiro e Show da Xuxa, todos da Cia Livramento, a mesma que adquiriu Saruê.

Ficha técnica: Saruê
Idade: 5 anos
Peso: 980kg
Altura: 1,30m
Raça: Nelorado

Informações para a Imprensa:

Victor Augusto
Comunic Comunicação Corporativa
17 9745-2795 / 3234-2205
Rua Silva Jardim n. 3810 – Santa Cruz
São José do Rio Preto – SP  CEP 15014-050
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Competidor que parar no touro Ciclone ganha bônus de R$ 1 mil

Prêmio começa a valer na etapa de Aparecida do Taboado – MS

O único condomínio de touros de pulo do Brasil, a Gold Company, está crescendo a cada dia, ou melhor, a cada evento que participa. Esse progresso não se deve apenas aos novos hóspedes que adquiriu, mas sim ao desempenho que os animais apresentam nas arenas em todo o país.

Um dos grandes destaques da Gold Company é o touro Ciclone da Cia Terra Alegre. Há um ano Ciclone se apresenta nas etapas da PBR e desde então, não parou mais de dar verdadeiros shows de pulos. Com aproximadamente 800 quilos o animal está invicto no campeonato. Nenhum competidor conseguiu parar em seu lombo nos 8 segundos.

Para acirrar ainda mais a disputa entre os atletas a empresa de consultoria em negócios imobiliários, TerrAcima Imóveis, vai dar uma premiação especial para o peão que conseguir parar na fera. O valor pago será de R$ 1 mil. O bônus começa a valer a partir da próxima etapa que a Gold Company estará presente, em Aparecida do Taboado-MS, que acontece neste fim de semana entre os dias 28 de abril e 1º de maio.

Victor Augusto
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Boiadas Filiadas ganham uma página exclusiva no site da PBR Brasil.

Nesta temporada, as Boiadas Filiadas à PBR ganharam um espaço próprio em nosso site. Uma página personalizada, onde o internauta poderá informar-se muito mais sobre seus touros favoritos e suas respectivas boiadas.

A página é recheada de novidades. Lá você poderá encontrar as fotos dos principais touros da companhia, dados estatísticos do rendimento da boiada, dentre os quais, por exemplo, quantas vezes seus touros pularam, qual a porcentagem de parada dos competidores, qual a média de nota dos touros, etc.

Há também um espaço dedicado para o responsável pela cia. com sua foto, e-mail, telefone e site, caso as pessoas queiram entrar em contato.

O touro destaque de cada companhia ficará sempre em evidência na página, para que você possa conhecer quais títulos ele já ganhou, sua média de nota e porcentagem de parada.

As fotos dos touros são exibidas de forma dinâmica e caso você queira salvar uma como papel de parede basta clicar na de sua preferência e salvá-la.

Além disso, uma listagem, logo abaixo das fotos, informará em quais etapas a boiada já ganhou as fivelas de Melhor Touro e Melhor Boiada e um link no centro da página te direcionará às últimas matérias relacionadas a cia. em nosso site.

Não perca tempo, acesse agora a página das Boiadas Filiadas e confira mais esta novidade da PBR!

CLIQUE AQUI E CONFIRA

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Os Melhores Touros das últimas temporadas.

Há quatro anos, a PBR Brasil vem premiando não só seus atletas homens,  mas também seus atletas animais. Desde 2007 os melhores touros das etapas Ouro e Prata são premiados com a Fivela de Melhor Touro.  Em quatro temporadas, já foram realizadas 107 etapas  que premiaram os melhores animais.

Através de um levantamento de dados feito pelo departamento de competição da PBR Brasil, foi constatado que, dos  107 animais que  conquistaram a fivela de Melhor Touro,  73 eram touros diferentes e do total apenas 12 touros conquistaram mais de uma fivela. O touro que mais faturou fivelas (11) foi o Mistério da Cia Júnior Zamperlini;  em segundo lugar está o touro Pesadelo da Cia 3B com 9 fivelas; em terceiro lugar está Cassununga da Cia São José com 5 fivelas; em quarto está o touro Dilúvio da Cia Paulo Emílio, com 3 fivelas; os outros 8 touros conquistaram 2 fivelas cada: Babado –Peninha, Agressivo e Bala de Prata –Paulo Emílio, Atrevido-André de Mogi, Au Roque- Juliano Domingos, Masquerano-Júnior Zamperlini, Orgulho-Fortaleza e Pajero- 3B  .

Tivemos 31 boiadas diferentes que já conquistaram uma Fivela de Melhor Touro, e destas, 14 conquistaram mais que uma fivela. A companhia que mais faturou fivelas foi a Cia Paulo Emílio com 16 fivelas; empatadas em 2º/4º lugar estão a Cia 3B, Júnior Zamperlini e São José com 13 fivelas ganhas; e o 5º lugar ficou com a Gold Company com 6 fivelas.

Neste levantamento de dados também foi constatado que a boiada que possui o maior número de touros diferentes que já ganharam pelo menos uma fivela é a Cia Paulo Emílio, que possui 12 touros diferentes, três desses touros ganharam mais de uma vez (Agressivo, Bala de Prata e Dilúvio). Em segundo lugar está a Cia São José, que possui 9 touros diferentes que já conquistaram um título, apenas o touro Cassununga  conquistou  5 vezes a Fivela de Melhor Touro. O terceiro lugar ficou para a Gold Company que possui 6 touros  diferentes que já conquistaram  uma fivela.

Uma das expectativas para a próxima temporada é que aumentem os números de fivelas ganhas por diferentes touros, fato que já vem ocorrendo desde 2007. Outra expectativa é que novos astros se revelem nessa nova temporada.

Clique aqui e confira as planilhas completas.

Por Patrícia Benassi Fagundes

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Campo Grande: Touro do Ano

A expectativa para a Final do Brahma Super Bull PBR está cada vez maior. A ansiedade é grande para saber quem será o Campeão Nacional de 2010, mas outro título, este inédito, está dando o que falar nos bastidores da PBR: o Touro do Ano.

Com uma premiação de encher os olhos, o animal que conquistar este título, faturará sozinho R$20.000,00 para seu proprietário. Os touros que disputarão a premiação de Touro do Ano serão aqueles que já ganharam, em alguma etapa da temporada 2010, a fivela de Melhor Touro. São 22 touros aptos ao título, de 14 boiadas diferentes.

Para definir quem será o Touro do Ano, serão somadas as duas maiores notas do touro na etapa Final. Portanto, o touro é obrigado a pular no mínimo duas vezes, sendo que, a última terá de ser na segunda-feira dia 15. O touro poderá pular mais de duas vezes, mas serão consideradas somente as duas maiores notas que ele obtiver. Caso haja empate na soma das notas, o primeiro critério de desempate é o touro que mais ganhou fivela na temporada 2010. Se continuar o empate, os competidores finalistas, menos o campeão, votarão em qual touro será o Touro do Ano.

Quatro touros ganharam mais de uma fivela este ano: Pesadelo quatro, Mistério três, Masquerano e Babado duas cada. Um dos favoritos ao título, Pesadelo (3B), pulou apenas quatro vezes este ano na PBR e nas quatro foi o campeão. Com nove fivelas na carreira e uma média de 46,50 pontos, Pesadelo possui também a maior nota desta temporada: 93,25 pontos, versus Edevaldo Ferreira na final de São José do Rio Preto*.  Mas números impressionantes também têm o touro Mistério, de Junior Zamperline. Em dois anos e meio de PBR e três temporadas, Mistério é o touro que mais ganhou fivelas neste campeonato: onze.  Com uma média de nota de 45,84 pontos, Mistério derruba 72,73% dos competidores que nele montam. 

Ao todo, a Final de Campo Grande contará com a presença de 120 touros contratados de 18 companhias diferentes. E mesmo aqueles que não estão concorrendo ao Touro do Ano, irão disputar uma premiação diária de R$ 4.400,00 nos seis dias de evento! Valendo somente a nota do animal, independente de o competidor permanecer ou não os oito segundos.

A Fivela de Boiada do Ano, porém, já tem um dono definido, com 11 vitórias em 2010, a Cia. Paulo Emílio é a campeã absoluta. A Boiada de Paulo foi a Melhor em cinco etapas Prata e seis Ouro, mais de um terço dos eventos desta temporada. Com a vitória garantida, ele agora busca o título de Touro do Ano da PBR para a sua companhia, já que dos 22 touros na disputa seis são de seu plantel: Agressivo, Biônico, Ditador, Explosivo, Kiron e Zurique. Ainda invicto nos eventos da PBR, Agressivo é o que tem maior média de nota, 46 pontos.

Quem não pôde acompanhar as outras etapas da temporada, não pode perder a Grande Final. O público irá acompanhar em um único evento a disputa entre os 40 melhores competidores da PBR e os 120 melhores touros de pulo do país. Será um evento histórico do esporte montarias em touros. Não percam!

Confira abaixo a lista dos 22 touros que concorrerão à disputa de Touro do Ano.

*Wesley Lourenço em Paranaíba – MS, também obteve 93,25 pontos (versus o touro Saruê de Junior Zamperline).

Por Patrícia Benassi Fagundes e Diuli Damaceno

Revisão: Fernanda Albanez

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